
Depois de uns longos dias passados no campo, com as flores, os abetos e os rios decidiu voltar à sua casa, a casa da praia. A viagem não era muito longa e, por isso decidira ir a fim da tarde, porque tudo era mais bonito e quente ao fim da tarde.
Era uma casa na praia como qualquer outra casa, simples com sabor a sal e a sol. As paredes eram brancas e as janelas, com portadas vermelhas tinham pequenos vasos no parapeito. Já lá tinha passado muitos momentos, bons ou maus, já não se lembrava, a única certeza que possuía era que pertencia ali.
Entrou, estava tudo como tinha deixado há um mês, só uma diferença: o pó havia-se acumulado em todos os recantos da casa. Subiu para o seu quarto, pousou o saco e olhou pela janela. Há tanto tempo que já não via o mar! E sentiu o seu cheiro absorvia-o como nunca. Cheirava a velas, a peixe, a rochas. Cheirava a mar e isso bastava-lhe para estar feliz.
Tomou um banho e decidiu ir ao sótão, já lá não entrava há anos. Gatinhou lá para dentro e deparou-se com um álbum de fotografias. Quis vê-lo mas tinha medo, não queria voltar a lembrar-se da sua vida antiga, dos caminhos que tinha tomado. Inspirou profundamente, como se de um mergulho no profundo oceano se tratasse e abriu-o. Ali estavam as fotografias da pequena Sofia, de vestido às flores a correr atrás de um animal qualquer. Mais à frente via as fotografias da sua juventude e das suas revoltas, sempre com a música e o sonho às costas. E numa fotografia distinguiu, entre uma multidão de gente que entoava cânticos de paz, os seus amigos: o rapaz loiro e a rapariga das tranças como gostava de lhes chamar. Por momentos sentiu-se feliz, mas nunca compreendera porque é que eles tinham desaparecido da sua vida. Isso entristecia-a. Deles só conservava as cores vivas das roupas e os olhos brilhantes. Perdera-os, não sabia onde estavam. Fechou o álbum revoltada e de lá caiu uma margarida seca pelo tempo, nesse momento desatou a chorar e os seus olhos brilharam, era tudo o que ela queria ver! Levou a flor consigo, pois naquele instante era o último grito de esperança da sua vida. Lá fora a noite chegava suavemente.
Era uma casa na praia como qualquer outra casa, simples com sabor a sal e a sol. As paredes eram brancas e as janelas, com portadas vermelhas tinham pequenos vasos no parapeito. Já lá tinha passado muitos momentos, bons ou maus, já não se lembrava, a única certeza que possuía era que pertencia ali.
Entrou, estava tudo como tinha deixado há um mês, só uma diferença: o pó havia-se acumulado em todos os recantos da casa. Subiu para o seu quarto, pousou o saco e olhou pela janela. Há tanto tempo que já não via o mar! E sentiu o seu cheiro absorvia-o como nunca. Cheirava a velas, a peixe, a rochas. Cheirava a mar e isso bastava-lhe para estar feliz.
Tomou um banho e decidiu ir ao sótão, já lá não entrava há anos. Gatinhou lá para dentro e deparou-se com um álbum de fotografias. Quis vê-lo mas tinha medo, não queria voltar a lembrar-se da sua vida antiga, dos caminhos que tinha tomado. Inspirou profundamente, como se de um mergulho no profundo oceano se tratasse e abriu-o. Ali estavam as fotografias da pequena Sofia, de vestido às flores a correr atrás de um animal qualquer. Mais à frente via as fotografias da sua juventude e das suas revoltas, sempre com a música e o sonho às costas. E numa fotografia distinguiu, entre uma multidão de gente que entoava cânticos de paz, os seus amigos: o rapaz loiro e a rapariga das tranças como gostava de lhes chamar. Por momentos sentiu-se feliz, mas nunca compreendera porque é que eles tinham desaparecido da sua vida. Isso entristecia-a. Deles só conservava as cores vivas das roupas e os olhos brilhantes. Perdera-os, não sabia onde estavam. Fechou o álbum revoltada e de lá caiu uma margarida seca pelo tempo, nesse momento desatou a chorar e os seus olhos brilharam, era tudo o que ela queria ver! Levou a flor consigo, pois naquele instante era o último grito de esperança da sua vida. Lá fora a noite chegava suavemente.

