quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Coldplay - Paradise

"When she was a young girl she expected the world but it flew away from her reach she ran away in her sleep and dreamed of para-para-paradise, para-para-paradise, para-para-paradise, every time she closed her eyes..."

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ponte D. Luís

Ponte D.Luís Porto - D.Luís bridge Oporto

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Death

DEATH

Man's fear of death caused by the tought of how hard it is to leave this warm frame and become cold etc. The senses' pleasures are hard to relinquish. The fact that man knows nothing. The unknown is terrible.
All thought useless, for the more we think of death the more we are unable to understand it; useless efforts of all philosophy.
Earth so fair, seems impossible that we shall ever leave it.
In front of the dead how striking is the awful change, especially if they have been joyful; we recognize how easlly beings die.
It has been said that pain is in dying not in death -
Various states of misery man can reach (even a coward when he loses all
fear of death, and may even commit suicide, his is so terrible a state of mind that it is well not to consider it.
Charles Robert Anon ( heterónimo de Fernando Pessoa)


Não poderia ter encontrado algo melhor que explicasse este medo, o medo de partir para o desconhecido e abandonar o nosso estádio transitório.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Rosas em novembro

Sem escrever ou publicar aqui há imenso tempo. Verdade. Sem saber o que escrever ou publicar aqui. Maior verdade. Quando me olhas com esses teus olhos azuis sinceros, quando me olhas como uma criança, quão simples tornas o impossível! É exatamente porque me olhas que não consigo ter nada para escrever ou publicar aqui. Nada decente pelo menos. Não tenho ideias que vou fazer?
Já alguma vez viste rosas em novembro? Não? Então nunca procuraste e quem não procura não encontra. Simples. Voltando às rosas, eu vi-as, num jardim de uma casa velha, não eram, obviamente, as rosas de maio, porque não estamos em maio, mas em novembro. Mas eram rosas, com tudo o que é exigido a uma rosa para ser rosa: com pétalas suaves, espinhos e bichos.  Depois uma mulher arrancou-as e meteu-as numa jarra e levou-as para casa. Agora vejo-as quando acordo, mas já não parecem rosas em novembro, parecem rosas numa jarra. Sim, é diferente. É como se eu olhasse para ti e para os teus olhos azuis numa caixa, não estaria a olhar verdadeiramente para eles, estava a olhar para uma fração deles ou nem isso talvez. Quando vi as rosas em novembro, deslumbrei-me (porque não há rosas em novembro, mas elas estavam ali), agora tenho-as e parecem rosas de maio: normais, bucólicas e comuns. Vi os teus olhos azuis sinceros num dia e deslumbrei-me (porque olhos como os teus não deviam estar ali naquele dia). Nunca os esperei e isso tornou-os tão simples e fascinantes quanto as rosas em novembro. Não os quero ter, só quero poder vê-los, só quero vê-los a olharem-me como uma criança, quero vê-los a desejar, quero vê-los sempre... Vê-los como são, para tornarem tão simples o impossível.


domingo, 2 de outubro de 2011

It's only rock and roll but I like it! :P

Memorial do Convento (excerto pp.73/74)

Senti-me verdadeiramente tentada a publicar este excerto do "Memorial do Convento" de José Saramago, é uma cena absolutamente linda e intrigante! Espero que gostem tanto como eu ;)

"Por uma hora ficaram os dois sentados, sem falar. Apenas uma vez Baltasar se levantou para pôr alguma lenha na fogueira que esmorecia, e uma vez Blimunda espevitou o morrão da candeia que estava comendo a luz, e então, sendo tanta a claridade, pôde Sete-Sóis dizer, Por que foi que perguntaste o meu nome, e Blimunda respondeu, Porque minha mãe o quis saber e queria que eu o soubesse, Como sabes se com ela não pudeste falar, Sei que sei, não sei como sei, não faças perguntas a que não posso responder, faze como fizeste, vieste e não perguntaste porquê, E agora, Se não tens onde viver melhor, fica aqui, Hei-de ir para Mafra, tenho lá família, Mulher, Pais e uma irmã, Fica, enquanto não fores, será sempre tempo de partires,Por que queres tu que eu fique, Porque é preciso, Não é razão que me convença, Se não quiseres ficar, vai-te embora, não te posso obrigar, Não tenho forças que me levem daqui, deitaste-me um encanto, Não deitei tal, não disse uma palavra, não te toquei, Olhaste-me por dentro, Juro que nunca te olharei por dentro, Juras que não o farás e já o fizeste, Não sabes de que estás a falar, não te olhei por dentro, Se eu ficar, onde durmo, Comigo.
Deitaram-se. Blimunda era virgem. Que idade tens, perguntou Baltasar, e Blimunda respondeu, Dezanove anos, mas já então se tornara muito mais velha. Correu algum sangue sobre a esteira. Com as pontas dos dedos médio e indicador humedecidos nele, Blimunda persignou-se e fez uma cruz no peito de Baltasar, sobre o coração. Estavam ambos nus . Numa rua perto ouviram vozes de desafio, bater de espadas, correrias. Depois o silêncio. Não correu mais sangue.
Quando, de manhã, Baltasar acordou, viu Blimunda deitada ao seu lado, a comer pão, de olhos fechados. Só os abriu, cinzentos àquela hora,depois de ter acabado de comer, e disse, Nunca te olharei por dentro."

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Informação

Publiquei um conto neste blog que começa no post intitulado "Solstício" e termina no post "Na praça da cidade" (incluindo os posts "A casa da praia" e "Caminho"). Peço desculpa por ter publicado o conto fragmentado e em datas diferentes, mas a inspiração só me visita de quando em vez. :)
De qualquer das maneiras podem lê-lo integralmente aqui com alguma paciência.

Obrigada :)