sexta-feira, 13 de julho de 2012

Não há um título ideal

   Acho que uma vez nas nossas vidas, mais cedo ou mais tarde, conhecemos uma pessoa completamente diferente das outras, tão especial, tão perfeita. Tudo em si corresponde a nós e finalmente a nossa vida ganha aquele brilho novo, fantástico. É verdade, esta magia acontece, e eventualmente temos a sorte de ser felizes com essa pessoa. Constrói-se uma relação de simbiose e necessidade, a qual poderia ser traduzida por inúmeras analogias com a Natureza. Quando a rotina muda, quando outra rotina se impõe, as partes do todo separam-se, o todo não deixa de o ser, apenas as partes estão mais distantes, mas ele funciona, sempre completo e vivo no coração de cada uma delas. Por isso, a distância e a ausência fazem esses corações pulsar, o meu e o teu, porque esse pedaço de tudo está lá exigindo o seu resto. É assim que nos apercebemos que amamos alguém, habituamo-nos às horas, aos dias, aos momentos, aos cheiros, eles cativam-nos, e quando faltam sentimos saudade. O brilho novo apaga-se um pouco como que guardando-se para criar recordações belas e reconfortantes. E quando alguém nos pergunta: "Tu ama-lo mesmo. Não amas?"  o tu sorri porque é isso mesmo, simplesmente ama-lo com todo o seu coração e acabou de o perceber. Acabou de o perceber, porque perde um pouco da sua energia extravagante, da sua brisa marítima, do seu talento artístico ou o que se lhe equivale e uma normalidade avassaladora atinge-o. Era normalidade em que vivia feliz antes dessa pessoa completamente diferente das outras, tão especial, tão perfeita o ter cativado. Agora não lhe serve, porque viu mundos maravilhosos que nunca haviam existido no seu mundo, mundos que recebeu de coração aberto e que deu da mesma forma. Respira fundo algumas vezes, sente-se constipada e pensa que o tempo avança, vai-se sentir pior um dia destes, daqui a umas semanas melhor, bem melhor. Só deseja que isto, sendo amor, como dizem, e verdadeiro, digno de exposição em museu, não morra antes dela, que vivam juntos e em simbiose próxima, que as distâncias aborrecem-na, porque a tornam vulgar.







Sem saber como, preciso de ti como a vida precisa de música, como um veleiro precisa de vento, Enfim tornaste-te numa parte de mim, simplesmente preciso de ti. 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

My guitar

My guitar <3

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Candle in the wind

Candle in the wind

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Luck





Honey no one is as lucky as us and you know why? because we've got everything: brains and true love (the last one really hard to find). I've never been happier.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Vitamin String Quartet


Honestly I think that "Vitamin String Quartet" does such an amazing work showing that classical is so versatile and modern. Strongly recommend you to hear some of their covers on youtube, for all musical tastes from Lady Gaga to Guns n' Roses.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Believing

Há dias em que acreditamos, acreditamos que tudo será possível, tudo mesmo, vamos fazer tudo o que queremos, vamos realizar os nossos sonhos e correr o mundo. Noutros dias isso não acontece, nesses "outros dias" os acontecimentos sucedem-se normalmente e no início, no meio, no fim ou numa altura aleatória (para nós) acontece o "baque". Às vezes já esperávamos o aparecimento do "baque", já sabíamos que ia haver algo fora dos nossos planos, só que o "baque" que esperávamos não é o "baque" que nos oferecem é um "baque" com uma configuração anatómica, fisiológica, mental, social ou eletrónica diferente. Algo diferente.
Depois do "baque" pensamos que de certeza absoluta fizemos alguma coisa mal, e sim, temos a certeza, também absoluta do que é: excesso de confiança em mim mesmo. Chamem-lhe o que quiserem, já lhe chamaram "expectativas demasiado elevadas por parte dos outros" ou "mundo extremamente exigente". Mentalizem-se, muitos dos "baques" da vida surgem porque tivemos excesso de confiança em nos próprios, relaxamos, descontraímos, levamos demasiado à letra aquele modo de vida de Ricardo Reis, do whatever will be will be. Para  Ricardo Reis serviu, para mim não serve e não vai servir para alguém que viva aqui na realidade e queira algo mais do que os outros nos querem dar, e o que os outros nos querem dar é ínfimo comparado com o que queremos.
Evitemos os "baques" o máximo possível, porque eles não são totalmente evitáveis, fazem parte do crescimento e da construção de cada um. Doem, porque é suposto doerem, fazem-nos sentir zangados e revoltados connosco, dão-nos vontade de bater na nossa cara com a maior força. São os "baques" que nos fazem ver como somos capazes de tudo, e como somos estúpidos e profundamente anencéfalos quando desligamos e decidimos desaproveitar as nossas capacidades. Os "baques" são desagradáveis todavia excelentes para nos elucidarem acerca da realidade do mundo. E sinceramente, o mais importante é acreditar, acreditar em nós próprios, acreditar que tudo é possível, tudo mesmo. Sim, vamos fazer tudo o queremos, vamos realizar os nossos sonhos e correr o mundo, vamos chorar, vai ser doloroso mas o prazer de um sonho realizado, essa felicidade suprema e desconhecida por muitos, fará tudo isso valer a pena.


domingo, 1 de janeiro de 2012

Inside that nut is a heart

Inside that nut is a heart
Feliz 2012 para todos! ;)
Happy 2012 everybody! ;)